Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A história do Rubi

Foto: Ana Helena Tavares

Em Junho de 2005, minha avó morreu, deixando órfãos minha mãe e meu tio (solteiro, sem filhos, com sérios problemas psicológicos)... Em 26/01/06, janelas da cozinha abertas, acordei e encontrei um diamante mandarim (foto) passeando pelo fogão desligado, mais precisamente em cima de uma frigideira. Consegui tirá-lo de lá e ele ficou pulando em cima de vasos de plantas. Minha mãe o ofereceu linhaça e ele comeu na mão dela.  Nunca mais quis ir embora e o batizei de Rubi por seu bico vermelho. Hoje faz 5 anos e meu tio comprou bolo pra comemorar. Rubi e ele batem sempre o maior papo. O bichinho é pra ele uma grande companhia e se tornou sua razão de viver - o chama de Rubizão. É fofíssimo observar Rubizão se refrescando e se sacudindo em sua banheira. Quando vejo uma criatura que apareceu do nada, literalmente vinda dos céus, trazer felicidade para um lar, não posso duvidar da existência de Deus.

Ana Helena Tavares

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