Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Artistas pela democratização do Rio

A festa é do povo
A festa é do povo
Segunda-feira, dia 23 de agosto, grupos de teatro, circo, quadrilha, blocos de carnaval e outros artistas de rua fizeram festa na Cinelândia, centro do Rio. Festa política. “Para que todos saibam”, diziam eles, que as cidades estão sendo privatizadas, no Brasil.
Praças gradeadas, alvará para autorização de manifestações públicas, em alguns casos, até o pagamento de taxa para as apresentações. Moradores de rua, camelôs, artistas, foliões, todos foram colocados no mesmo saco e estão sendo expulsos pela política de “limpeza das ruas”. Segundo Amir Haddad, do grupo Tá na Rua, trata-se de um projeto de cidade, que avança em todo país. “A população não sabe. Porque é feito de cima pra baixo.”
A galera pousa pra foto diante do monumento a outras artes.
A galera pousa pra foto diante do monumento a outras artes.
O ato foi convocado por centenas de grupos artísticos, em todo o Brasil.
Em todas as falas, a denúncia a um plano de cidade “facistóide”, nas palavras de Haddad, uma espécie de rei momo do ato no Rio. A pergunta que se repetia era: “Que Brasil a gente quer mostrar na Olimpíada?”. Para os atores-manifestantes, um Brasil brasileiro, popular, plural e em transformação. Mas, ao que parece, o projeto das autoridades é outro: ordem, controle e praças vazias.
A galera pousa pra foto diante do monumento a outras artes.
“Essa verdade que estão nos impondo não é do Rio, nem do Brasil”, denunciou Herculano Dias, também do grupo Tá na Rua. No final do ato, ainda faz piada: “Para fazer um espetáculo, a gente tem que se dirigir à Secretaria de Ordem Pública! Não tem diálogo com a Secretaria de Cultura. A gente é tratado como lixo. Se sente como o cocô da vaca. Mas eles esquecem que do cocô da vaca nascem cogumelos maravilhosos!”
"Não tem polí­tica para cultura popular neste país! Só política de controle!", desabafou Amir Haddad.
"Não tem polí tica para cultura popular neste país! Só política de controle!", desabafou Amir Haddad.
A praça é do povo
A praça é do povoA praça é do povo
Arte e política, tudo a ver
Arte e política, tudo a ver
Milhões para reformar o Teatro municpal. Nas ruas, a polícia
Milhões para reformar o Teatro municpal. Nas ruas, a polícia.
Milhões para reformar o Teatro municpal. Nas ruas, a polícia.
Foto do ato.
Foto do ato.

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