Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

"Temos ódio à ditadura! Ódio e nojo"



Há exatamente um ano, em 17 de Fevereiro de 2009, a “Folha de S. Paulo” prestava-se a um dos papéis mais odiosos de sua já repugnante história: chamava, em editorial, nossa ditadura de “ditabranda” e cravava uma faca no peito de todos os que lutaram e morreram pela democracia. “Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça”, trago hoje até aqui este vídeo que traz uma competente edição de imagens feita pela PUC-SP e como voz de fundo o histórico discurso inflamado de quem, vivo fosse, certamente teria bradado em plenário: “Tenho ódio à Folha. Ódio e nojo”.

Ana Helena Tavares

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