Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Geraldo Mayrink, um jornalista

Na quinta-feira passada, dia 27 de Agosto, o jornalismo brasileiro levou uma facada. Morreu de câncer, aos 67 anos, Geraldo Mayrink, um dos maiores. Aquele que era definido por muitos como "um dos melhores e mais saborosos textos da imprensa brasileira". Quem já o leu, sabe: é verdade. Nesses tempos de tantos descaminhos dentro de nosso jornalismo, só me resta lamentar profundamente esta enorme perda e deixar aqui minha homenagem. Dentre as mais de 19 redações pelas quais passou, dentre pequenas, médias e grandes publicações, Mayrink foi por muito tempo editor-chefe da extinta revista GoodYear (saiba mais), revista que ostentava uma equipe invejável, à altura de seu talento. Guardo comigo algumas xeroxes que consegui das cobiçadíssimas edições da revista. Dentre os textos assinados por Mayrink, todos de fino trato, trago até aqui a matéria "O saqueador de palavras", perfil que ele traçou de Luís Fernando Veríssimo, em dez páginas (sim, é a famosa reportagem de fôlego, e que fôlego, de quem bebeu na escola do jornalismo literário, essa mesma que hoje encontra cada vez menos adeptos, mesmo porque ela não cabe no twitter). Se você gosta do jornalismo feito com paixão, não deixe de clicar nas imagens abaixo e conferir:

Luís Fernando Veríssimo
por Geraldo Mayrink












Para entender o que o profissional e homem Geraldo Mayrink significou para a imprensa brasileira, não deixe de ler o relato de Luís Nassif. Clique aqui.

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