Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"A escravidão não consentiu que pudéssemos nos organizar. E sem povo as instituições não têm apoio, a sociedade não tem alicerce" (Joaquim Nabuco)

O abolicionista Nabuco inflama as massas com sua oratória


Esta charge é da época, assinada pelo desenhista italiano Agostini, que também lutava contra a escravidão.




Abaixo, a compra de votos* na época de Nabuco





Esta charge saiu no semanário paulistano
"O Cabrião", publicado entre 1866 e 1867.





“O espírito Joaquim Nabuco foi um desses espíritos de peregrinos remígios que de quando em quando visitam os mortais; desses espíritos que chegam até a esta vazia e terrena planura com um signo de predestinação, de missão onímoda e ampla, para sobrepor-se ou altear-se às comuns criaturas deste mundo” (Jornal do Brasil).

O político, diplomata, historiador, jurista e jornalista Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo nasceu em 19 de Agosto de 1849, num velho sobrado na Rua do Aterro da Boa Vista – atual Rua Imperatriz Teresa Cristina – no Recife. Filho do senador José Tomás Nabuco de Araújo e de Ana Benigna Barreto, ambos de famílias abastadas e influentes no cenário político baiano e pernambucano, Joaquim Nabuco teve uma formação acadêmica impecável. Foi bacharel em letras, e depois em ciências sociais e jurídicas.

Atraído pela política, foi eleito deputado geral por sua província. A entrada na Câmara marcou o início de sua campanha pela abolição da escravatura. Em viagem pela Europa, publicou O abolicionismo e, quatro anos depois, seu ativismo teve como resultado a assinatura da Lei Áurea, em favor da qual foi ele um dos grandes responsáveis.

Monarquista convicto, retirou-se da vida pública depois que foi proclamada a República e, nos anos seguintes, exerceu a advocacia, trabalhou como jornalista, publicou livros e auxiliou na fundação da Academia Brasileira de Letra, em 1897. A partir de 1901, foi embaixador do Brasil em Londres e, depois, em Washington, cidade na qual morreu, em janeiro de 1910.

Ao lado dos amigos e companheiros de sonhos e ação – Rodolfo Dantas, Gusmão Lobo, Ulisses Viana, Sancho de Barros Pimentel – Joaquim Nabuco foi redator do Jornal do Brasil no primeiro ano de existência do periódico, contribuindo com inúmeros artigos e crônicas para sua confecção. Em 1949, o JB homenageou o centenário do nascimento de Joaquim Nabuco, publicando um caderno especial com suas histórias de vida, alguns de seus artigos e apresentando às novas gerações a ilustre figura da história política, social e cultural do Brasil.

Este texto foi publicado originalmente hoje, 19 de Agosto de 2009, no "Jornal do Brasil".

As charges foram reproduzidas do site da revista "Nova Escola".


=>*A prática da compra de votos, infelizmente, persiste.
Tal como o racismo. (clique aqui para conferir)

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