Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Escolhendo o Jornalismo como profissão

Por Thyago Furtado

A mente de um estudante de jornalismo é interessante, nao digo só a de jornalismo, porém é a dele que está em questão neste post.

Porque escolhemos essa profissão? De onde veio o interesse. Já ouvi respostas do tipo:

Adoro a vida das celebridades;

Gosto de escrever;

Quero mudar o mundo;

Gosto muito de esportes.

Eu até hoje não sei o porquê de tal escolha. Só sei que após três anos de estudo, fiz a escolha certa.

Vou recapitular alguns momentos da minha vida durante a faculdade, que foram muito importantes e me ajudaram a ter o pensamento que tenho atualmente.

No primeiro dia de aula nos perguntaram qual área pretendiamos seguir no jornalismo, eu, sem saber o que falar respondi o que veio primeiro na minha cabeça: Quero ser crítico de cinema. Da onde eu tirei essa? É nem eu sei. Foi assim que eu levei até o segundo ano.

Minha opinião foi mudando e tomando forma, e eu me identificando com alguns professores, não necessáriamente com suas aulas e vice-versa. Nesse ano, eu percebi que o professor tem uma grande parcela quanto à decisão do aluno profissionalmente.

Algumas aulas foram desastrosas e me empurraram para um rumo totalmente contrário do que gostaria. O mais importante é abrir caminhos e possibilidades, aumentar as chances e tentar adquirir o máximo de conhecimento que pudermos.

Conheço alunos que não pensam dessa forma, é só aprender no horário de aula e quando se formar, correr para o abraço. Discutir sobre jornalismo? Nunca, se você tenta fazer isso, eles dizem que você quer ser o “super inteligente”, quando na verdade essa é a melhor forma de aprender e chegar a um consenso sobre determinado assunto.

Decidi conversar sobre minhas duvidas com pessoas mais maduras e que têm informações e experências para trocar.

Eu tenho para mim que qualquer pessoa que escolheu o jornalismo como profissão, tem de ter a mente aberta para novos conhecimentos, novas culturas e ser livre de qualquer preconceito que possa influênciar no que escreve. Se apegue no seu esforço e dedicação e não haverá nada que você não aprenda. Ser competente, depende apenas de você.

A cada passo que dou – como estudante -, sei que estou tendo a chance de mostrar ao que vim, e que posso fazer alguma diferença como jornalista. One step at a time.


Thyago Furtado é estudante de jornalismo.


Texto publicado originalmente no blog"Spotter", de Thyago Furtado.

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