Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

domingo, 24 de maio de 2009

Por favor, chamem o rei e o leão!

Foto: gpsinder (1982)
Foto: Flavio Rodrigues (1981)

Hoje é dia do famoso Grande Prêmio de Mônaco da F1 e isso me deu vontade de homenagear as manhãs de domingo da minha infância, que me deixaram tantas saudades. A F1 já tinha seus Rubinhos, suas tartarugas, claro, mas tinha também um leão, que se chamava Mansell (na foto, ele aparece de óculos escuros numa das raríssimas vezes em que correu sem o bigode que virou sua marca registrada). Mônaco tinha seus príncipes e um rei, que se chamava Senna. Eram memoráveis os duelos dos dois pelas ruas e túneis daquele belo principado. Isso sem falar nos capacetes daquelas duas feras... Simples, traziam orgulhosos as cores da bandeira de seu país, quando hoje capacetes como o de Lewis Hamilton adotam cor neon e trazem cravados algumas dezenas de diamantes capazes de ofuscar até o brilho do piloto. É, o mundo mudou.

Ass. Ana Helena Tavares.

O último duelo

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(Platão)

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