Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

domingo, 31 de maio de 2009

Infelizmente, é fato.

Imagem: formadordeopiniao
Recebi a dica do tema da minha amiga Mariinha, desconheço o autor do texto abaixo, mas, infelizmente, é fato. A linguagem tem um dos mais altos poderes colonizadores e, ao que tudo indica, nosso país está dominado pelos estrangeirismos, principalmente os anglicismos.

O nome antigo do Brasil era Estados Unidos do Brasil e aí, (dizem que devido à gozação, de chamarem "Brasil dos Estados Unidos") mudou para República Federativa do Brasil.
Mas talvez Brasil dos Estados Unidos fosse mais apropriado.
Se não vejamos: a música que se ouve nas rádios é Rock, Punk, Rap, Hip Hop, Funk, Soul, Drum and Bass e por ai vai.
O principal evento de moda é o São Paulo Fashion Week, os principais eventos de música são o Free Jazz Festival e o Rock in Rio.
Todas as lojas (butiques) e marcas (grifes) de moda tem nomes em inglês, idem os Edificios, Hoteis, Resorts, Flats, Boates etc...
Grande parte das crianças, principalmente as de baixo nivel cultural, se chamam Daiana, Gracyenne, Washington, Kayla, Maycol e outras esquisitices, às vezes metade inglês, metade francês (tipo Gracyenne).
Lembram do Jean Charles que foi morto em Londres? pois é...
Havia uma época em que a gente abrasileirava termos em inglês, como por exemplo futebol, sanduiche etc... e outros a gente traduzia, tipo centro comercial, parque de diversão, congelador, viado, cachorro quente, jogos, que posteriormente voltamos aos termos ingleses (shoping center, play center, inside freezer, gay, hot dog, games) que imagino devam ser mais inteligíveis no idioma tupiniquim.
Os outros países por exemplo usam Rato, Sida, etc... sem nenhuma vergonha, mas aqui? É só Mouse, AIDS, SUV, LCD, DVD, HDMI, PIP, USB, HDTV, PDA, MBA e por aí vai.
Também pegamos a mania ridícula de flexionar em Português termos americanos, como por exemplo: hypado, estartar, deletar, tunar, fazer topless (top less não se faz, se usa), flavorizar, etc..
Hoje em dia, para a gente se comunicar em Português, temos que andar com um dicionário Inglês em baixo do braço.
Aposto que a maioria das pessoas não conhece o significado de todos os seguintes termos: Facebook, market share, widescreen, letterbox, touchscreen, recall, charleaders, networking, posts, Junk food, podcast, blog, postit, playlist, cofeebreak, cyber cafè, cofee shop, callcenter, airbag, promoter, jumper, fastfood, notebook, handheld, palmtop, webcam, pendrive, bluetooth, mountain bike, set top box, accesspoint, personal training, Lan house, Lan party, headphone, cooktop, petshop, icecream, catchup, hometheater, tunning, spam, blackberry, ranking, livingroom, hall, flat, resort, touchsmart, Grill, meeting, approach, upgrade, target, high tech, downsizing, new age, soft, etc... etc...
Depois de tudo ainda tem a cara de pau de chorar quando ouvem o hino nacional. Desse jeito, ainda vão trocar a data de 7 de setembro pelo 4 de julho.
Outra coisa ridícula é comemorar o Dia das Bruxas.... Eles comemoram São João?
Também ridícula é essa mania que brasileiro tem de humilhar os nativos quando pronunciam Rome Títer, Recal, Airbag, Xisbeicon. Imediatamente aparece um babaca metido a culto para corrigir: Não é recal que se fala... é Ricól, Érbég, Tchisbeicon.
Os americanos vem aqui dentro do nosso país e enchem o peito para falar Eicilaino no lugar de Acelino, Cupaquibéna, no lugar de Copacabana, etc...
Certos estão eles, pois não tem nenhuma obrigação de falar como nós. Os franceses não tem nenhuma vergonha de falar Chicagô, Obamá, etc...
Porque será que achamos que além da pronúncia deles, ainda temos que imitar até o sotaque?

Em Samba do Approach (1999), Zeca Baleiro trata do tema com genialidade e muito humor (no imperdível vídeo abaixo ele aparece acompanhado de Zeca Pagodinho)

Um comentário:

Anderson disse...

E o que falar da Barra da Tijuca???
Tem até estátua da Liberdade...rs
Alguns consideram a Miami brasileira.

Bjos Ana

"O discípulo não supera o mestre, o complementa" (Luciene Félix, profª de filosofia da Escola Superior de Direito Constitucional - SP)

"A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro."
(Platão)

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