Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

domingo, 31 de maio de 2009

BRASIL: 40 anos do assassinato de Pe. Antônio Henrique Pereira

O corpo de Padre Antônio Pereira
- Enciclopédia Nordeste

PELO DIREITO À VERDADE, À HISTÓRIA E À MEMÓRIA

Foram realizadas duas atividades para lembrarmos os 40 anos do assassinato de Pe. Antônio Henrique Pereira.

Ele foi seqüestrado na noite do dia 26/05/1969 e levado para o Campus da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), onde foi barbaramente torturado, durante toda a madrugada do dia 27/05. Ali, agonizou horas sob tortura e depois foi executado. Seu corpo foi deixado alí mesmo, naquele local, sendo encontrado de manhã.

Seu enterro aconteceu no dia seguinte, acompanhado por milhares de pessoas e vários sacerdotes da igreja católica, incluindo Dom Helder Camara.

Em sua memória, tivemos um ato no dia 27, quarta-feira, das 15h as 17h, no local onde foi encontrado o corpo de Pe. Henrique, no Campus da UFPE, com assentamento da pedra fundamental da Praça da Liberdade - Padre Antônio Henrique Pereira, numa área em frente ao Restaurante Universitário.

No dia 28, quinta-feira, das 9h30min às 11h30m, no auditório do Centro de Educação da UFPE, houve uma mesa redonda, com familiares de Pe. Henrique, um dos seus amigos, anistiados políticos e estudiosos do marxismo e da história.

"Embora todos os responsáveis pelo bárbaro assassinato tenham ficado impunes até hoje, nunca foi possível esconder a verdade e negar os fatos. E, por isso mesmo, vítima dessa atrocidade, padre Henrique estará sempre presente em nossa memória. Em nossos corações, em nossas mentes, em nossas lutas".

Viva padre Antônio Henrique!
Presente Ontem, Hoje e Sempre!

Para ler nota que a ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE publicou em 27 de Maio de 1969 sobre este caso, clique aqui.

Colaboração do meu amigo Freitas.

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