Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Da série morrer pela causa: a urna ou a morte

Foto: Hulton-Deutch Collection/Corbis
Na intenção de atrair atenção para a causa das sufragettes (mulheres européias que lutavam pelo direito de votar), a militante fervorosa Emily Wilding Davison deu cabo da própria vida, atirando-se diante das patas galopantes do cavalo que pertencia ao rei George V, na corrida de cavalos de Epsom, na Inglaterra, em 04 de Julho de 1913. Sua morte repercutiu menos do que a vítima desejava. As manchetes dos jornais do dia seguinte se ocuparam do estado de saúde do jóguei e da proeza do cavalo real, que conseguiu completar a prova. A luta pelo direito ao voto feminino, motivação do suicídio, foi esvaziada pelos editores da época em meio à publicação de uma vasta lista de infrações cometidas por Emily, como apedrejamento de pessoas e patrimônios públicos e incêndios a caixas de correios. No ano seguinte, com a a entrada da Inglaterra na Primeira Guerra Mundial, o movimento esfriou. As mulheres só conquistaram o direito ao voto na Europa em 1928.

Saiu na revista "Aventuras na História" , edição 70, maio 2009.

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=> Observem com atenção o texto e o trecho que grifei em negrito e vejam como já naquela época havia jornalistas que se vendiam ao poder.

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