Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Os homens mudam, mas a História continua...

Foto: Ana Helena Tavares
FUKUYAMA VOLTOU A CRER A HISTÓRIA*
Por Affonso Romano de Sant'Anna

"Você se lembra que o pensador nipo-americano Francis Fukuyama, há algumas décadas, garantiu que a "história" havia acabado depois do colapso do comunismo?

Você se lembra que
daí a alguns anos ele deu uma entrevista dizendo que havia se equivocado e que a "história" continuava?

Pois agora ele voltou mesmo a acreditar na "história".

A revista "Commentaire"(nº 124) que acaba de sair na França, publica em primeira mão o artigo - " Uma nova era?" que deve estar saindo também em "The American Interest"(fev. 2009).

Aí ele trata de três equívocos que vieram da era Reagan:

1.que o governo não deve se meter a regulamentar a economia;

2.que o governo deve cortar todos os gastos possíveis, salvo os gastos militares e de segurança;

3.que os Estados Unidos têm uma superioridade moral e deveriam interferir nos governos (ditaduras?) que não lhe agradem.

Agora aconteceu um novo milagre, ele voltou a acreditar na "história" ou, mais especificamente, em Obama. Em sua análise revendo seus equivocos, afirma que Clinton continuou a usar muitas idéias de Reagan, apenas acenou um pouco mais à esquerda. E, entusiamado, põe-se a fazer profecia, o que é curioso, para quem havia acabado com a "história". No final de seu artigo ele diz:

"Dentro de 50 anos, ninguém falará da " era Clinton", mas se poderá falar da "era Obama", que suplantou a "era Reagan" , caso o novo Presidente consiga dar uma definição clara daquilo que os Estados Unidos representam em política interior e exterior. No domínio das idéias, há decênios que as coisas não estavam tão maduras. Isto é o que torna o presente ao mesmo tempo inquietante e entusiasmante"."


*Reproduzido do site oficial de Affonso Romano de Sant'Anna.

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