Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

É um tal de dizerem que o jornalismo está terminando... Mas Mestre Zu resolve falar.

Foto: Jair Bertolucci / TV Cultura
"Acho, ao contrário do John Lennon, que o sonho não morreu", disse Zuenir Ventura em entrevista ao Correio Braziliense, em 11/05/2008. "Continuo um otimista", disse o mesmo Zuenir em entrevista ao caderno Ilustrada, da Folha de S. Paulo, em 22/05/08.

Hoje, 14/02/2009, resolve avisar, em plena página de opinião do jornal "O Globo": "Já declararam o fim da memória, da escrita, da fotografia, do teatro, do rádio, das ferrovias, da História e já anunciaram até que o mundo ia se acabar. Todos os que previram esses desfechos chegaram ao fim antes."

O que posso dizer?
Míriam Leitão, que escreve em caderno próximo ao dele, que se cuide...

Sim, meus caros, ainda dá tempo de fazer muitas coisas antes de o mundo acabar. Até de ler esta crônica... Viram, na ilustração do texto de Zuenir Ventura, um livro pegando fogo dentro de um computador? Não, ele não vai explodir... Podem clicar com a mãozinha.

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(Platão)

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