Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Noticiou o naufrágio e morreu na guerra

Foto: Hulton - Deutsch Collection / Corbis
Nunca havia existido um navio como o Titanic. Era o mais rápido e sofisticado do planeta. Oferecia piscina, quadra de squach e duas livrarias. Mas só tinha espaço para 16 barcos salva-vidas, suficientes para metade dos passageiros. Na noite de 14 de Abril de 1912, o luxo mostrou-se inútil e a falta de precaução provocou uma tragédia. Quatro dias após partir de Southampton em direção a Nova York, a embarcação mergulhava no oceano gelado. Dos 2022 passageiros, 705 sobreviveram. Em 16 de abril, um vendedor em Londres anunciava as edições extras dos jornais, que foram esgotadas em minutos: "Desastre do Titanic. Grande perda de vidas." O portador da notícia, Ned Parfett, teria também um fim trágico. Em 1916, o jornaleiro se alistou para lutar na Primeira Guerra. Morreu em 1918, durante um bombardeio alemão.

Saiu na revista "Aventuras na História", nº 67, edição Fevereiro 2009.

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