Quero ser Ricardo Kotscho para andar pela rua e não me acomodar num computador. Quero ser Robert Fisk para guerrear pela paz tendo como arma um microfone. Quero ser Hélio Fernandes para me libertar pelas grades e não me prender a cifrões. Quero ser Gay Talese para cuidar de cada palavra e ser sensível ao sentimento das pessoas. Quero ser Zuenir Ventura para escrever as minhas histórias dos outros. Quero ser Alberto Dines para observar a mim mesma. Quero ser John Reed para narrar dias que abalaram o mundo. Quero ser muitos. Eu mesma. Sou um ser em construção.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Morrer pela causa.

Na primavera de 1934, a cientista Marie Curie fez uma última visita à Polônia, sua terra natal. Poucos meses depois, ela morria, na França, vítima de anemia aplástica, uma doença que ataca a medula óssea. Tudo indica que Marie foi morta pelo próprio trabalho. Durante quatro décadas, ela pesquisou os efeitos da radiação. Costumava levar nos bolsos tubos de ensaio contendo material radioativo, que podem ter provocado o problema na medula. Atualmente, Marie batiza dezenas de centros de estudo contra o câncer em todo o mundo.


Saiu na revista "Aventuras na História", de Outubro.

Um comentário:

AnaLu Fernandes disse...

Muitos dedicaram suas vidas à pesquisas, lutas e conquistas em prol da humanidade. Alguns têm seus nomes lembrados nomeando prédios, ruas, hospitais. Outros tantos já foram esquecidos e têm até suas conquistas creditadas a outros nomes. E assim caminha a humanidade!

"O discípulo não supera o mestre, o complementa" (Luciene Félix, profª de filosofia da Escola Superior de Direito Constitucional - SP)

"A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro."
(Platão)

"A amizade é mais importante do que a justiça, porque onde houver amizade, a justiça já está feita."(Aristóteles)

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